CURIOSIDADES  

Plantas ornamentais

 

Através da história e das diferentes culturas, a flor sempre teve um lugar nas sociedades humanas, quer pela sua beleza intrínseca quer pelo seu simbolismo. Os estudos comprovam que o homem cultiva espécies diferentes de flores, há mais de 5 mil anos e atualmente, essa arte transformou-se numa indústria em contínua expansão.

 

O cultivo de plantas e flores de competência, segundo a Resolução nº 218 de 29/06/1973 é dividido em duas partes:

 

- Engenheiro Agrônomo é o responsável pela implantação do projeto, manejo de pragas e doenças, correção do solo, entre outros.

- Arquiteto responsável pela elaboração de projetos paisagísticos.

 

As plantas ornamentais e as flores são muito usadas na arquitetura de interiores e no paisagismo de espaços externos como objeto de decoração, devido a beleza e o colorido natural, o perfume, folhagem de cores e texturas distintas, diferentes formatos de caules ou por seu aspecto geral.

 

Ao longo do tempo, o homem percebeu que poderia aprimorar qualidades desejáveis em uma planta a partir de cruzamentos entre indivíduos particularmente bem dotados, assim, surgiram novas variedades, novas cores, flores maiores e mais duráveis, mais resistência ao clima ou a predadores.

 

 

Aromas

 

O aroma das flores nem sempre é agradável ao nosso olfato. Algumas plantas como a Rafflesia, e a PawPaw Norte-Americana (Asimina triloba) são polinizadas por moscas, e produzem um cheiro de carne apodrecida para atrair estes tipos de insetos.

 

Outras flores são polinizadas pelo vento (as gramíneas por exemplo) e não precisam atrair agentes polinizadores, tendendo assim a possuir aromas discretos. Flores polinizadas pelo vento são chamadas de anemófilas. Sendo assim o pólen de flores entomófilas costuma ser grudento e de uma granulatura maior, contendo ainda uma porção significante de proteína (outra recompensa para os polinizadores). Flores anemófilas são normalmente de granulatura menor, muito leves e de pequeno valor nutricional para os insetos.

 

Existe muita contradição sobre a responsabilidade das flores nas alergias. Por exemplo, o entomófilo Goldenrod(Solidago) é frequentemente culpado por alergias respiratórias, o que não é verdade, pois seu pólen não é carregado pelo ar. Por outro lado, a alergia é normalmente causada pelo pólen da anemófila Ragweed(Ambrosia), que pode vagar com o vento por vários quilômetros.

 

 

Indicações para rega

 

  • Regar sempre com moderação.

  • Regar só depois de verificar as condições de umidade do solo, bastando para isso encostar um dedo para lhe sentir a secura.

  • Nunca regar com água muito fria.

  • Regar ou pulverizar as folhas só das espécies que suportam e agradecem esse tratamento.

 

 

Prato de drenagem

 

O prato deve servir principalmente para recolher o excesso de água. Depois da lixiviação, essa água que sobra deverá ser retirada. 

 

Algumas plantas, especialmente no período de calor forte, podem se beneficiar das regas feitas no prato, se você não se esquecer de que a permanência da água no recipiente deve ser breve para evitar a asfixia ou a atrofia das raízes. 

 

Os ciclamens, as plantas bulbosas e as tuberosas em geral suportam mal as regas abundantes, pois preferem uma umidade constante da terra, que nunca deve estar saturada de água. O ideal é submergir o vaso num recipiente com cerca de dois dedos de água durante algumas horas e, depois, deve-se escorrer o vaso e colocá- lo num lugar seco e bem iluminado.

 

 

Orientações sobre podas

 

  • A poda consiste na eliminação de ramos ou partes de ramos de uma planta, com o objetivo de proporcionar uma estrutura adequada à planta e equilibrar sua frutificação e seu crescimento vegetativo.

  • Faça a poda com tesoura de poda ou cortadores de ótima qualidade. As lâminas afiadas e as cabos resistentes podem fazer a poda de um modo fácil.  As lâminas sem corte ou enferrujadas e aderentes dificultam o serviço e danificam a planta.  Tesouras de lâminas grandes de poda manual devem ter um trinco de segurança para manter as lâminas fechadas quando não estão em uso.

 

 

Esclarecendo sobre plantas doentes

 

  • Uma planta doente apresenta várias alterações ao nível do seu metabolismo, da cor, dos diferentes órgãos e anatomia, para além de poder passar a produzir substâncias anormais.

  • Alguns sinais de alerta são: míldio (um pó branco); bolores cinzentos ou pretos; bolhas cor de ferrugem; uma massa ou crescimento pretos; pintas pretas; leveduras e o aparecimento de cogumelos, cochonilhas, pulgões, lagartas, formigas, fungos, vírus, bactérias, deficiências nutritivas, entre outros.

  • Caso seja detectado algum problema, deve- se procurar orientação de técnicos habilitados que indicarão o procedimento adequado para cada caso.

 

 

Sensibilidade das plantas e flores

 

O avanço da ciência provou a sensibilidade das plantas em experiências de laboratório. Com aparelhos precisos, cientistas deram-se o maravilhoso ofício de aprender, compreender e se comunicar com os vegetais.

 

Doutrinas budistas, bramânicas taoístas, egípcias, platônicas e pitagorianas atribuem à planta vida e uma sensibilidade semelhantes as das pessoas. Antigos filósofos gregos, da era pré-socrática, como Demócrito, Anaxágoras e Empédocles, também sustentam as mesmas teses.

 

Charles Bonnet, naturalista e filosofo suíço do século XVIII, afirmava que as plantas possuem sensibilidade e discernimento em grau que as torna capazes até conhecerem a felicidade.

 

Erasmus Darwin (1731 1802), cientista e poeta inglês, em seu livro Jardim Botânico, diz que a planta tem alma. Concordam com essa opinião Karl Friedrich Phillip von Martius (1794-1868), botânico alemão que veio ao Brasil em 1817, enviado pelo rei Baviera, e Theodor Gustay Fechner (1801 1887), cientista e filósofo alemão, que escreveu um livro no qual tenta provar essa teoria.

 

A planta manifesta simpatias e antipatias em relação às demais espécies: vive bem ao lado de algumas e morre quando suas vizinhas lhe são antipáticas. Desse sentimento de afinidades existem muitos exemplos: a oliveira é amiga da videira e inimiga da couve; a anêmona é amiga intima do nenúfar, e a arruda gosta de viver perto da figueira (Fonte: Livro Plantas e Flores).

 

 

É considerado inflação leve

 

  • Cortar ou usar inadequadamente a vegetação de porte arbóreo que, por qualquer modo ou meio, comprometa seu ciclo biológico natural.

  • Desviar ou lançar águas de lavagem com substâncias nocivas que comprometam a sanidade das plantas, flores e árvores.

  • Prejudicar seu pleno desenvolvimento através da aplicação intencional de produtos fitotóxicos.

  • Suprimir ou danificar mudas plantadas em logradouros públicos.

 

 

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